O trabalho da pestelença. Enfrentar a peste na Lisboa dos finais da Idade Média (1481-1521)
Sinopse
O ocaso da Idade Média foi marcado pela ciclicidade epidémica, fenómeno do qual Por-tugal não foi alheio. Lisboa, a maior e a mais importante cidade do reino à época, em virtude da sua dimensão marítima, do seu peso económico e fiscal, diversidade demo-gráfica e proximidade à Coroa, não escapou ao flagelo periódico da peste, forçando à intervenção sucessiva do poder local e do poder central neste domínio. Assim, este pro-jeto visa tratar sistematicamente os surtos de peste que atingiram Lisboa entre 1481 e 1521, atendendo aos exemplos de estudos análogos para outros espaços e para cronolo-gias coevas. Esta abordagem assenta em três elementos-chave: nas medidas preventivas e de combate à peste; nas reações à peste, no plano das transgressões à política sanitária, das respostas religiosas e da conflituosidade com as minorias étnico-religiosas durante estes períodos; e na intervenção e comunicação política entre a Câmara e a Coroa em torno da saúde. Com esta análise, colocam-se em evidência as singularidades do com-bate à peste na cabeça do reino, bem como a sua capacidade de sobrevivência e até de expansão a despeito dos embates recorrentes desta doença.
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